
Tuesday, December 19, 2006
ICAP dá razão à EVDC e o Jumbo recorre.

Tuesday, November 21, 2006
Porquê acreditar?

Thursday, November 16, 2006
APDC concorda com a EVDC

Curiosidades do ordenamento jurídico português

Não obstante a diversa legislação derivada do Direito Comunitário, Portugal conserva ainda regras muito próprias que, por vezes, surpreendem os publicitários estrangeiros quando querem introduzir no nosso país filmes publicitários elaborados noutros países, alterando apenas o "voice-over".
Monday, November 13, 2006
Internet e Televisão são ou não serviços complementares?

A EVDC, através de um dos seus membros, apresentou hoje mesmo, denúncia junto da ASAE com o seguinte teor:
"Exmos Senhores,
Venho pela presente expor a seguinte situação:
- Factos
A TV Cabo tem, actualmente, as seguintes opções comerciais relevantes para o assunto em apreço:
Serviço Selecção – 16 canais, por € 15,50
Serviço Clássico – 40 canais, por € 22,50
Serviço Funtastic Life – 65 canais por € 27,50
Verificar impressões do site da TV Cabo com condições em vigor desde Abril de 2006 (Doc. 1, composto de 4 páginas).
Contudo, para contratar o serviço de Internet por cabo (Netcabo), a TV Cabo exige que, no mínimo, o cliente tenha contratado o serviço completo de canais, o Clássico, i.e. os 40 canais, ou o Funtastic Life, i.e. os 65 canais.
Verificar impressão do site da TV Cabo, secção Netcabo (Doc. 2, composto de 1 página).
Verificar igualmente fotografias da embalagem de um kit Netcabo disponibilizado para comercialização no estabelecimento Fnac do Colombo no dia 9 de Novembro de 2006. Pode verificar-se pela imagem da rapariga a “surfar” que se trata da mais recente decoração das embalagens dos kits Netcabo (Doc. 3 e 4).
É meu entendimento que a razão de ser desta exigência prende-se com uma questão técnica que, entendo, a TV Cabo não quer ou não sabe resolver.
O cabo que transporta o acesso à Internet é exactamente igual ao cabo que transporta os canais de televisão e, como o cabo que transporta a Internet não contém qualquer filtro ou limitação, basta que o consumidor ligue esse cabo a uma televisão para ter acesso aos 40 canais que compõem o serviço Clássico.
Ora, pensou a TV Cabo que se o consumidor tiver contratado apenas cerca de 16 canais – Serviço Selecção – e a TV Cabo "os deixar" contratar o serviço Netcabo, facilmente estes passariam a ter acesso aos 40 canais de televisão, pagando apenas 16.
Na óptica da TV Cabo, está bem visto exigir que o consumidor tenha de contratar os 40 canais para poder ter acesso ao serviço de Internet por cabo, pois assim garante que não é "defraudada".
Contudo há certas questões que é forçoso colocar:
1. Então e se o consumidor quiser contratar Internet por cabo e não quiser canais de televisão por cabo? É obrigado a pagar 40 canais que não quer? É obrigado a contratar um serviço que não quer para que lhe seja prestado um outro?
2. Então e se o consumidor só quer ter 20 canais de televisão por cabo, mas quiser também ter Internet por cabo? É obrigado a contratar 40 canais para poder ter Internet por cabo?
Infelizmente a resposta a estas questões, actualmente, é SIM. Julgamos que indevidamente.Entendemos que é exigível à TV Cabo que encontre uma solução técnica para impedir que o cabo que transporta o serviço de Internet possa ser utilizado para visualizar canais de televisão.
- Do Direito
O facto de a TV Cabo fazer depender a prestação de serviços de Internet por cabo da contratação do serviço de TV por cabo configura, salvo melhor opinião, uma venda ligada, nos termos do n.º 1 do art.º 30º do Decreto-Lei n.º 143/2001, de 8 de Abril, onde se estabelece que:
“É proibido subordinar a venda de um bem ou a prestação de um serviço à aquisição pelo consumidor de um outro bem ou serviço junto do fornecedor ou de quem este designar”.
A violação deste preceito constitui contra-ordenação nos termos da alínea c) do n.º 2 do art.º 32º do diploma acima referido.
Só assim não será se se considerar existir entre ambos os serviços uma relação de complementaridade que, entendo, não se verifica no caso concreto, uma vez que o serviço de televisão é total e complemente independente e distinto do serviço de acesso à Internet, pelo que, pela presente, se denuncia tal situação e se requer seja instaurado processo de contra-ordenação à referida entidade.
Esta situação configura ainda uma violação do n.º 6 do art.º 9º da Lei n.º 24/96, de 31 de Julho – Lei de Defesa do Consumidor – onde se estabelece que:
“É vedado ao fornecedor ou prestador de serviços fazer depender o fornecimento de um bem ou a prestação de um serviço da aquisição ou da prestação de um outro ou outros.”
Contudo a fiscalização desta está entregue ao Instituto do Consumidor e nesse sede deverá ser apreciada."
Tuesday, November 07, 2006
"E isto é verdade! Não é só publicidade!"

Conforme tivemos oportunidade de explicar ao Grupo Auchan, à SIC e à TVI, não obstante a Companhia Portuguesa de Hipermercados, S.A. não ser associada do ICAP e, por isso, não estar vinculada ao seu Código de Conduta, este é vinculativo para todos os seus associados, onde se incluem todas as estações de televisão, pelo que estas têm a obrigação de não difundir a publicidade que aquele instituto considerar ilícita.
Qualquer particular pode apresentar uma denúncia, sem quaisquer custos, junto do ICAP caso se veja confrontado com publicidade que considere não conforme com a lei.
Apesar de ser o Instituto do Consumidor a entidade com competência legal para fiscalizar o bom cumprimento do Código da Publicidade, o ICAP acresce a tais normas o seu próprio Código de Conduta - que decorre de um Código de Conduta internacional aprovado pela Câmara de Comércio Internacional - e, em comparação com o IC, profere decisões muito mais rapidamente e sem coimas para os visados.
Enquanto que um processo de contra-ordenação no IC pode demorar largos meses e terminar com uma decisão que impõe ao anunciante uma coima, coima esta que poderá ainda vir a ser impugnada em Tribunal e eventualmente prescrever, o ICAP notifica a entidade visada para responder em 5 dias e, normalmente, decide em 8 dias. Não há coimas. Não há recurso para Tribunal. Não há indemnizações. Há autodisciplina e todos ficam a ganhar.
Ficaremos a aguardar o desfecho da denúncia apresentada.
As deliberações do ICAP são publicadas no seu site e podem ser consultadas aqui.
Friday, November 03, 2006
Porque pagamos o que não queremos? O cabo da discórdia.

Vimos mais uma vez perante V. Exas, desta vez não denunciar, mas apenas questionar, na medida em que temos dúvidas de que se trate de uma situação de clara violação de direitos do consumidor.
Refere o n.º 6 do art. 9º da Lei de Defesa do Consumidor que "É vedado ao fornecedor ou prestador de serviços fazer depender o fornecimento de um bem ou a prestação de um serviço da aquisição ou da prestação de um outro ou outros".
Face a esta norma, como classificam V. Exas o facto de a TV Cabo fazer depender a prestação de serviços de Internet por cabo da contratação pelo cliente do serviço de TV por Cabo na sua modalidade mais cara, i.e. o pacote denominado "Clássico"?
Tentando não nos alongar demasiado, a situação é a seguinte:
A TV Cabo tem opções em que, ao invés de cerca de 40 canais, o consumidor pode optar por contratar cerca de metade dos mesmos por um preço inferior.
Contudo, para contratar o serviço de Internet por cabo (Netcabo), a TV Cabo exige que o cliente tenha contratado o serviço completo de canais, i.e. os cerca de 40 canais.
A razão de ser desta exigência prende-se com uma questão técnica que, a nosso ver, a TV Cabo (leia-se, querendo, PT Multimédia) não quer ou não sabe resolver.
O cabo que transporta o acesso à Internet é exactamente igual ao cabo que transporta os canais de televisão e, como o cabo que transporta a Internet não contém qualquer filtro ou limitação, basta que o consumidor ligue esse cabo a uma televisão para ter acesso aos cerca de 40 canais.
Ora, pensou a TV Cabo que se o consumidor tem contratados apenas cerca de 20 canais e a TV Cabo "os deixa" contratar o serviço Netcabo, facilmente estes passariam a ter acesso aos 40 canais de televisão, pagando apenas 20.
Na óptica da TV Cabo, está bem visto exigir que o consumidor tenha de contratar os 40 canais para poder ter acesso ao serviço de Internet por cabo, pois assim garante que não é "defraudada".
Contudo há certas questões que é forçoso colocar:
1. Então e se o consumidor quiser contratar Internet por cabo e não quiser canais de televisão por cabo? É obrigado a pagar 40 canais que não quer? É obrigado a contratar um serviço que não quer para que lhe seja prestado um outro?
2. Então e se o consumidor só quer ter 20 canais de televisão por cabo, mas quiser também ter Internet por cabo? É obrigado a contratar 40 canais para poder ter Internet por cabo?
Infelizmente a resposta a estas questões, actualmente, é SIM. Julgamos que indevidamente.
Entendemos que é exigível à TV Cabo que encontre uma solução técnica para impedir que o cabo que transporta o serviço de Internet possa ser utilizado para visualizar canais de televisão.
A bem da verdade, é forçoso referir que a TV Cabo e o serviço Netcabo são mencionados neste e-mail por serem os exemplos mais expressivos, contudo, a Cabovisão (e julgamos que todas as empresas que combinam a oferta de televisão e Internet por cabo) incorrem na mesma prática.
Ficamos ao dispor de V. Exas para qualquer esclarecimento adicional.
Aguardamos com serenidade, mas extrema confiança, a apreciação de V. Exas."
Publicidade com crianças: O alerta aos canais.

2. Filme Brise On&On
Neste filme publicitário é claro que o interveniente principal é um menor. É também óbvio que não existe qualquer relação directa entre o menor e o ambientador publicitado.
Trata-se, em nossa opinião, de uma violação grosseira do n.º 2 do art.º 14º do Código da Publicidade.
3. Filmes Jumbo
É entendimento da EVDC que a frase proferida por José Carlos Malato, nos filmes publicitários do Jumbo, "E isto é verdade. Não é só publicidade" infringe o disposto no art.º 9º do Código de Conduta do ICAP, na parte que dispõe que nenhum anúncio deve desmerecer a confiança pública na publicidade.
Em suma, entendemos que todos os filmes publicitários citados devem ser retirados de difusão, pelo que sugerimos/solicitamos a V. Exas, como membros do ICAP, que peçam um parecer ao Gabinete Técnico Jurídico do mesmo, que é conferido em 48 horas, e que nos transmitam o resultado, o mais tardar, até dia 12 de Outubro.
Jumbo não acredita na publicidade?

"Exmos Senhores,
A Entidade Virtual de Defesa do Consumidor, constituída em Março de 2006, é uma associação de pessoas da sociedade civil que, em anonimato, pretendem contribuir para a defesa dos direitos dos consumidores.
É entendimento da EVDC que a frase "Isto é verdade. Não é só publicidade" viola o disposto no art.º 9º do Código de Conduta do ICAP, onde se refere expressamente que "Nenhum anúncio deve desmerecer a confiança pública na publicidade.".
Julgamos que a frase acima indicada trasmite a mensagem que a publicidade não corresponde habitualmente à verdade.
Estamos cientes de que o Grupo Aucham não é associado do ICAP, pelo que não está vinculado ao Código de Conduta, contudo, todas as estações de televisão são efectivamente associadas e, nessa medida, estão vinculadas ao Código de Conduta supra-citado, sendo sua obrigação não difundir filmes publicitários que violem o mesmo Código de Conduta.
Nessa medida, vimos pelo presente procurar sensibilizar V. Exas para analisarem juridicamente a situação.
Gostaríamos de ser informados sobre a posição de V. Exas quanto a esta matéria, o mais tardar, até ao final do mês de Setembro.
Reservamo-nos, contudo, ao direito de apresentar denúncia junto do ICAP."
Thursday, November 02, 2006
Publicidade com crianças: Opel e Chevrolet
